Usar chapa de drywall padrão onde a norma exige resistência ao fogo é um dos erros mais comuns em obras com exigência de PPCI — e um dos mais caros de corrigir. A reprovação em vistoria do Corpo de Bombeiros pode paralisar a entrega do imóvel, obrigar demolição de paredes já acabadas e gerar retrabalho que compromete prazo e orçamento. A Plural Service executa sistemas de drywall RF com a especificação correta do Tempo de Resistência ao Fogo (TRF), os materiais do sistema ensaiado e o conjunto documental exigido para aprovação.
Quando a chapa RF é obrigatória — e qual TRF aplicar
A diferença entre uma chapa comum e uma chapa RF não está apenas na cor (as chapas RF costumam ter miolo com vermiculita ou fibra de vidro e são identificadas pela cor rosa ou similar conforme o fabricante), mas no desempenho comprovado: a chapa RF integra um sistema que foi ensaiado em forno normativo e obteve um TRF certificado — geralmente expresso em minutos (30, 60, 90, 120).
A obrigatoriedade de utilizar sistemas RF decorre de exigências do Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado do Paraná (Lei Estadual 16.575/2010 e decretos regulamentadores) combinadas com as normas da ABNT, especialmente a NBR 14432 (exigências de resistência ao fogo), a NBR 15253 (perfis de aço para sistemas de drywall) e as NBRs específicas de desempenho de paredes. O TRF exigido varia conforme:
- Ocupação do imóvel — hospitais, hotéis, centros comerciais e edifícios de escritórios têm exigências distintas de um galpão industrial.
- Posição da parede no projeto — paredes corta-fogo entre unidades autônomas, paredes de escadas de emergência e compartimentações entre setores de risco elevado geralmente exigem TRF maior.
- Altura e área da edificação — construções acima de determinada altura ou área total construtiva entram em faixas de exigência mais restritivas.
Na prática: uma parede de compartimentação entre duas unidades comerciais em um edifício de médio porte pode exigir TRF 60; a parede de uma caixa de escada de emergência pode exigir TRF 90 ou 120. Identificar o TRF correto antes de especificar o sistema é o que evita a reprovação posterior.
Trabalhamos junto ao responsável técnico do projeto para identificar, parede a parede, quais elementos construtivos precisam de resistência ao fogo e qual TRF se aplica a cada um deles.
O que a execução do sistema RF envolve
Um sistema de drywall RF aprovado em ensaio normativo não é composto apenas pela chapa: envolve o conjunto montante + guia + chapa + espaçamento de parafusos + tratamento de juntas + vedação de passagens. Alterar qualquer variável fora do que foi ensaiado invalida o desempenho declarado.
Nossa execução segue o sistema ensaiado do fabricante da chapa, com atenção a cada etapa:
Estrutura metálica — os montantes e guias são instalados no espaçamento especificado pelo sistema ensaiado (normalmente 400 mm ou 600 mm entre eixos dos montantes). Usar espaçamentos diferentes, mesmo que pareçam equivalentes, pode invalidar o TRF declarado.
Fixação das chapas RF — o espaçamento de parafusos segue rigorosamente o memorial do sistema: parafusos nas bordas e no campo da chapa conforme especificado. Em sistemas que exigem dupla camada de chapa RF para atingir TRF mais alto (60, 90 ou 120 minutos), a segunda camada é aplicada com juntas desencontradas em relação à primeira.
Tratamento de juntas — fita e massa são aplicadas conforme o sistema, sem improvisação de materiais alternativos que não foram parte do ensaio.
Vedação de passagens — tubulações, eletrodutos e dutos de ar-condicionado que atravessam a parede RF são pontos críticos. Cada passagem é vedada com materiais compatíveis com o sistema (mastiques intumescentes, colarinhos corta-fogo ou mantas intumescentes, conforme o tipo de tubulação), porque uma passagem não vedada elimina o desempenho da parede inteira.
Registro fotográfico de execução — documentamos cada etapa construtiva relevante: estrutura antes do fechamento, identificação dos lotes das chapas, detalhe das passagens vedadas. Esse registro é parte do dossiê técnico.
Documentação para aprovação junto ao Corpo de Bombeiros
A execução correta sem a documentação correspondente não basta para aprovação em vistoria. O Corpo de Bombeiros do Paraná exige que a solução de compartimentação seja comprovada tecnicamente. Reunimos o conjunto documental necessário:
| Documento | Finalidade |
|---|
| Relatório de ensaio do sistema (emitido pelo fabricante) | Comprova o TRF do sistema ensaiado para aquela composição específica |
| Memorial descritivo do sistema executado | Descreve montante, guia, chapa, espaçamentos, parafusamento e vedações utilizados |
| ART ou RRT do responsável técnico | Vincula responsabilidade técnica à execução |
| Registro fotográfico das etapas | Evidencia que o sistema foi montado conforme o ensaiado |
| Laudos de material (fichas técnicas das chapas e vedantes) | Complementa o conjunto quando exigido pelo analista |
A documentação é entregue organizada de forma que o analista do Corpo de Bombeiros consiga rastrear, por elemento construtivo, qual sistema foi utilizado e por que o TRF exigido está atendido. Documentação incompleta ou desorganizada é uma das principais causas de reprovação mesmo quando a execução está correta.
Para quem oferecemos esse serviço
Atendemos obras com exigência de PPCI em Pontal do Paraná e nas localidades do entorno — quem está em Paranaguá, Matinhos, Guaratuba, Pontal do Sul, Caiobá ou em balneários como Atami, Shangri-lá, Miramar, Búzios, Marisol, Guacyara, Barrancos, Guarapari, São José e demais localidades do litoral do Paraná pode contar com nossa equipe.
O serviço é indicado para:
- Construtoras e incorporadoras com projetos que passam por aprovação no Corpo de Bombeiros
- Responsáveis técnicos (engenheiros e arquitetos) que precisam comprovar a solução de compartimentação
- Proprietários de imóveis comerciais e industriais em processo de regularização ou reforma com exigência de adequação ao PPCI
- Empreiteiras contratadas para execução de obra de interior que inclui compartimentação
Por que executar com a Plural Service
A execução de drywall RF é um serviço técnico com consequência normativa direta: um erro de especificação ou de execução aparece na vistoria, não durante a obra. O que diferencia nossa abordagem:
Trabalhamos com o sistema ensaiado do fabricante, não com adaptações. Antes de iniciar qualquer parede RF, identificamos o relatório de ensaio que corresponde à composição que será executada — isso garante que o TRF declarado tem respaldo documental rastreável.
A vedação de passagens faz parte do nosso escopo, não é item à parte. É um dos pontos mais negligenciados em execuções terceirizadas e um dos que mais geram reprovação em vistoria.
Entregamos o dossiê documental junto com a obra, não depois. Isso permite que o responsável técnico submeta a documentação ao Corpo de Bombeiros sem precisar retornar à obra para registrar o que deveria ter sido registrado.
Estamos sediados em Shangri-lá, em Pontal do Paraná, o que nos coloca próximos das obras do litoral do Paraná — de Guaratuba a Paranaguá — sem dependência de mobilização de equipes de outros centros.
Próximo passo
Se o seu projeto tem paredes com exigência de resistência ao fogo e você ainda não definiu o sistema ou precisa de suporte para montar a documentação, fale com a Plural Service. Use o formulário nesta página ou entre em contato pelo WhatsApp para descrever o escopo da sua obra — nossa equipe analisa a situação e retorna com o que for necessário para avançar.